Mãe imperfeita, você não está sozinha!

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Ser mãe não é uma tarefa fácil, muito pelo contrário. Desde o início da gravidez o que não faltam são desafios para nós mulheres. Enjoos, desejos, mudanças de humor, ganho de peso... Sem falar no parto, onde se opõe duas opções que não são das mais agradáveis. De um lado, o parto normal e suas dores, do outro, a cesárea e suas consequências. Passado esse período nos inundamos com o amor incondicional que só as mães podem sentir? Talvez. Nem sempre. Começam os dias sem sono, a exigência constante por atenção, o medo e a dúvida sobre estar fazendo a coisa certa... E como se não bastasse tudo isso, somos bombardeadas com a ideia de que ser mãe é sinônimo de ser feliz. E que se você não está plena e linda com a maternidade, a culpa é sua.

Migas, vamos combinar que as coisas não são bem assim? Que essa ilusão da maternidade perfeita é isso mesmo: uma ilusão? Foi pensando em tudo isso que escrevi o texto abaixo. Um relato pessoal sobre a minha experiência. Tenho certeza que muitas podem se identificar.

Mãe imperfeita – a minha experiência

Sou aquela mulher que engordou 20 kg na primeira gravidez e 14 kg na segunda, sem que houvesse nenhuma diferença alimentar entre elas.

Sou aquela mulher que nunca soube a diferença entre os alimentos que se pode comer, e os que não se pode, durante a gravidez.

Sou aquela mulher que não sabia nada sobre ser mãe e preferiu não saber mesmo. Eu não queria atrapalhar o meu cérebro com “guias de maternidade”.

Sou aquela mulher que começou a preparar o parto e o quarto do bebê apenas algumas semanas antes do nascimento.

Sou aquela mãe que não sentiu o “amor incondicional” na hora do parto. Só aceitei o bebê no mês seguinte ao nascimento.

Sou aquela mãe que às vezes - muitas vezes - deseja sair, beber, ir ao cinema, ler ou mesmo não fazer absolutamente nada - ficar na cama, comer na cama e assistir séries a noite toda. Experimentar novamente uma vida sem filhos.

Sou aquela mãe com pouquíssimas fotos lindas com seus filhos, porque acaba sendo, também, a fotógrafa da família.

Sou aquela mulher que chega a reunião de trabalho correndo e logo encontra chupetas e meias de bebê na bolsa. E quando abre o caderno, alguém já pintou as minhas anotações.

Sou aquela mulher que não tem tempo para nada, muito menos de se cuidar.

Sou aquela mãe sem intimidade no banheiro. As crianças me acham até quando estou lá – elas sempre têm alguma coisa muito importante para me mostrar.

Sou aquela mãe que nunca leu um livro sobre educação positiva. Admito que até gosto de dar broncas nos meus filhos de vez em quando, me ajuda a aliviar os nervos.

Sou aquela mãe que precisa assistir a série “Working Mum” no Netflix para relaxar e rir – e até gargalhar em alguns momentos.

Sou aquela mãe que fica ansiosa quando vai à reunião dos pais da escola – morro de medo de minha filha ser a pior aluna da sala.

Sou aquela mãe que observa os filhos de longe, como se não fossem os meus.

Sou aquela mãe que fica chocada quando o pediatra mede o filho – “como assim já cresceu de 4 centímetros??”.

Sou aquela mãe que quer chorar na hora de vacinar os filhos – confesso que nem posso olhar a agulha que já fico angustiada.

Sou aquela mãe que se cansa antes mesmo de começar a negociar com os filhos que querem assistir ao desenho.

Sou aquela mãe que gostaria de dar apenas comida orgânica para os filhos, cozinhar sopas gostosas e caseiras, mas que MUITAS VEZES acaba oferecendo batatas fritas - porque afinal é sábado e o tempo é escasso.

Sou aquela mãe que pensa que não é a melhor de todas, e muito menos a pior. Sou mãe do jeito que consigo ser, e já está ótimo né?

Mães imperfeitas, eu amo vocês! Estamos juntas!

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