Mônica, mãe de Davi 11 ano, Théo 5 anos e Otto 2 anos.

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Você sempre teve o desejo de ser mãe?

Sim, sempre tive muita vontade se der mãe. Quando eu tinha uns 17 anos eu falava: “mãe, ano que vem vou arrumar alguém pra eu fazer um filho, e não quero ficar com a pessoa, só quero o filho mesmo!”.

Hoje você trouxe a sua mãe para participar ao ensaio. Qual é a sua relação com ela hoje? Essa relação mudou quando você mesma se tornou mãe?

Eu e minha mãe sempre nos demos muito bem. Mas depois que me tornei mãe, pude olhar com mais carinho pra ela. Descobri o quanto meu amor é imenso por ela.

Um de seus filhos é autista. Como foi essa descoberta? Em algum momento isso a fez questionar o seu papel como mãe?

Pra mim o diagnóstico de Théo não foi uma surpresa, foi um pouco dolorido. Mas desde muito pequeno eu já sabia que ele tinha algo “diferente” no desenvolvimento. Mas nunca questionei ou me senti culpada. Pelo contrário sei que foi muito importante começar as investigações e intervenções precocemente. Isso ajudou demais no desenvolvimento dele.

Quando rolamos o feed de seu Instagram encontramos fotos suas com bebidas alcóolicas. Já foi criticada por terceiros por conta disso?

Eu sou uma mulher mãe avessa a rótulos. Há quem goste de vinho, de chocolate, de dormir, eu gosto de cerveja. Nunca fui criticada por isso nas redes sociais. Mas também entendo que possa influenciar as pessoas a beber. Mas nunca disse isso claramente que mães precisam beber. Tudo que eu faço ou falo e embasado na minha vivência.

Por falar nisso, na bio do seu perfil você diz que maternidade não lhe define, sendo avessa a rótulos. Qual a importância dessa afirmação? Podemos afirmar que ao reconhecer a mulher para além do papel de mãe é fundamental para construirmos outras formas de maternidade e família?

A sociedade santifica as mães, vendo elas como apenas mulheres que nasceram pra PARIR e que não podem ter uma vida além de cuidar dos filhos, casa etc...

Quando digo que sou avessa a rótulos é justamente sobre isso. Sobre eu não me encaixar nesse padrão imposto pela sociedade, eu sou uma mulher independente, gosto de ter meu dinheiro, trabalhar, socializar, sair ver gente, sabe?

Não quero a maternidade seja uma prisão, quero que meus filhos tenham orgulho da mãe que sou e que eles entendam que lugar de mulher é onde ela quiser! Assim aprenderão a respeitar suas futuras namoradas esposas, ou qualquer pessoa com quem irão se relacionar um dia.

Ser mãe de três não deve ser fácil. Você consegue em algum momento pensar em você em primeiro lugar? Quando?

Ser mãe de três e ter um filho autista não é fácil. A demanda é puxada, mas eu sempre digo que: SE EU NAO ESTIVER BEM, como vou cuidar dos meus? Por isso eu me coloco em primeiro lugar, e falo pra você que isso não é egoísmo. Se colocar como prioridade é uma forma de amar ainda mais os seus, porque se você não estiver bem como será capaz de amar?

Monica, da conta Instagram @monicamartins____/

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