Rosi, mãe da Nathalie 26 anos e Alice 2 anos.

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Você sempre teve o desejo de ser mãe? Como a ideia de maternidade entrou em sua vida? Conte um pouco sobre a sua família.

Sim desde muito cedo, a ideia de maternidade entrou na minha vida quando eu tinha cerca de doze anos de idade e que passei a cuidar do meu irmão mais novo. Minha família era eu, meu marido e minha filha e a ideia de adoção. Alice chegou em nossas vidas no mesmo período em que minha filha mais velha foi morar fora do país e hoje ela preenche as nossas vidas e a dos nossos familiares.

Rosi, você nos disse que a vontade de adotar uma criança já existia em você e em seu marido antes mesmo de se encontrarem. Da onde vem esse desejo? A sua filha mais velha apoiou vocês nessa decisão?

O desejo do meu marido era do fato dele não ter filho e dentro do meu coração tinha algo que me chamava atenção desde sempre que ouvia falar sobre o assunto e quando casei com ele a minha vontade cresceu diante desse fato a vontade que eu tinha aumentou e finalmente podemos realizar esse sonho entrando na fila da adoção.

No início minha filha não apóiou, pelo fato de eu estar com 45 anos e ter a criada com muito sacrifício, achava que era o momento deu descansar, agora apesar da distância e ainda não conhecer a Alice já é apaixonada por ela.

Como é voltar a ser mãe de uma criança pequena depois de tanto tempo? Como é vivenciar a maternidade com a experiência da maturidade?

Ah! Voltar a ser mãe é maravilhoso e com a maturidade aprendi muita coisa, principalmente a separar o que realmente importa e a dar valor às pequenas coisas. E para mim o mais importante não ter pressa que ela cresça e aproveitar cada minuto da minha criança.

A adoção pode ser um processo bem demorado. Quais os principais desafios que encontraram? Consideraram desistir em algum momento? O que você gostaria de dizer para quem está nessa luta?

Sim, foram 4 anos de espera. Sem dúvida o primeiro e principal desafio foi saber administrar essa espera e o dia que que finalmente fomos conhecer a nossa pequena uma mistura de muita felicidade com medo natural do mundo novo que estamos iniciando. Por algumas vezes confesso que sim, chegamos a conversar sobre desistir devido a demora, mas graças a Deus não desistimos e hoje temos a nossa Alice, alegria de nossas vidas. 

Olha! o que eu tenho para dizer para quem está nessa luta é que tudo tem seu tempo, tudo é na hora de Deus, espere que vale muito a pena não desista nunca.

A gente sabe que ser mãe é uma tarefa em tempo integral e que exige tempo e dedicação das mulheres. No meio da correria da rotina, consegue encontrar algum tempo para você? Qual a importância de seu marido para que isso ocorra?

Tempo? Kkkk. Ainda não, ainda tentando administrar minha rotina. Meu marido me ajuda mas ainda precisamos aprender a administrar o tempo.

Se você pudesse escolher, qual seria o grande legado que gostaria de deixar para suas filhas?

Que mundo você gostaria que elas encontrassem no futuro? Existem alguns valores que são fundamentais pra mim e juntos, formam um legado que faz toda a diferença ao longo da vida. Quero que sejam pessoas boas, perseverantes e humildes que respeitem ao próximo.

Eu digo que " o melhor é ser ao invés de ter " ser um ser humano bom. Gostaria muito que no futuro elas vivessem em um mundo menos egoísta.

Rosi, da conta Instagram @alicereisnoinstagran

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