Mais 10 mulheres brasileiras que fizeram história para te inspirar

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Há duas semanas nós publicamos aqui em nosso blog uma lista com dez mulheres brasileiras que fizeram história! A questão é: o Brasil tem muito mais mulheres incríveis do que apenas aquelas que listamos. Tendo que deixar de lado tantas potências inspiradoras não foi fácil. Foi aí que pensamos: porque não fazer uma parte 2 (e quem sabe uma parte, 3,4,5...)?

Mais uma vez com todo amor separamos outras 10 mulheres brasileiras extraordinárias para você se inspirar!

Inspiração: 10 mulheres brasileiras que fizeram história

Cora Coralina:

Temos certeza que de você já se deparou com alguma poesia de Cora Coralina em algum momento de sua vida. Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a dona do pseudônimo, é considerada uma das poetisas mais importantes da literatura nacional. Mas você sabia que Cora Coralina só foi publicada pela primeira vez aos 76 anos?

Antes de ser descoberta, Ana - que nunca completou o ensino fundamental, criou seus quatro filhos trabalhando como doceira após a morte do marido. Embora não abordasse diretamente a questão de gênero em seus escritos, Cora Coralina é considerada pioneira e libertária, tendo enfrentado os preconceitos de sua época para mostrar a contribuição e força da mulher.

Irmã Dulce:

Irmã Dulce foi recentemente beatificada pelo Vaticano se tornando a primeira santa nascida no Brasil. Mais do que títulos religiosos, porém, sua história de vida é uma inspiração. Maria Rita de Sousa Brito Lopes, verdadeiro nome da Irmã, dedicou sua vida a ajudar os mais necessitados sendo uma das ativistas humanitárias mais importantes de nosso país. Aos 13 anos, transformou a casa de seus pais em Salvador em um centro de atendimento aos pobres e doentes. Ao longo de sua vida, irmã Dulce contribuiu com a fundação de diversas instituições filantrópicas, o que lhe rendeu a indicação ao prêmio Nobel da Paz em 1988.

Maria Quitéria:

Você sabia que o Brasil tem uma “Joana D’Arc” para chamar de sua? Trata-se de Maria Quitéria, a primeira mulher a integrar as forças armadas e defender o país em combate. O pai de Maria Quitéria não permitiu que ela se alistasse, o que fez com que ela fugisse de casa em 1822, cortasse os cabelos e se vestisse como homem para se juntar o Regimento de Artilharia.

Logo, porém, foi descoberta pelo pai, mas sua permanência na tropa foi defendida por um major, que destacou sua disciplina e habilidade com a arma. Considerada uma das heroínas da Guerra da Independência, Maria teve um final mais feliz que do ícone francês ao qual costuma ser comparada: após a guerra seu pai a perdoou e ela se casou e teve uma filha, vivendo seus dias em paz.

Clementina de Jesus:

O samba é um gênero musical brasileiro original da cidade do Rio de Janeiro. A canção que marca o nascimento do estilo é de 1916 e desde então o ritmo faz parte da identidade nacional. Clementina de Jesus é uma das maiores sambistas de todos os tempos, tendo papel fundamental na divulgação dos cantos ancestrais do dos escravos africanos, com um repertório dedicado as músicas de raízes afro-brasileiras tradicionais. Apesar do inegável talento, porém, Clementina foi descoberta e reconhecida após os 60 anos de idade, tendo trabalhado a vida toda como empregada doméstica.

Nise da Silveira:

Em 1926, Nise da Silveira se formou em medicina em uma turma onde era única mulher entre 156 homens. Só isso seria um grande feito, certo? Nise, porém, fez mais. Aluna de Carl Jung, Nise especializou-se em psiquiatria, e ficou conhecida pela grande contribuição na luta antimanicomial no país, bem como por ter implementado a terapia ocupacional e as artes no tratamento das doenças psiquiátricas. Durante o Estado Novo de Getúlio Vargas, Nise chegou a ser presa acusada de envolvimento com o comunismo, tendo dividido cela com Olga Benário Prestes. Sem ela, os avanços no atendimento psiquiátrico possivelmente demorariam muito mais a chegar no Brasil.

Anita Garibaldi:

Anita Garibaldi é reconhecida por sua história de grande bravura e senso de justiça. Influenciada pelos ideais de seu marido, Giuseppe Garibaldi, Anita abraçou a causa da liberdade como poucos em nosso país, estando na linha de frente de guerras e revoltas como na Revolução Farroupilha e Revolta dos Curitibanos. Como se não bastasse, cruzou o Atlântico e lutou com Giuseppe na Itália, o que lhe rendeu o título não oficial de “Heroína dos Dois Mundos”.

Zilda Arns:

A tradição do ativismo humanista entre as mulheres do Brasil é antiga. Entre seus grandes nomes está Zilda Arns, médica pediatra, sanitarista e fundadora da Pastoral da Criança. Zilda dedicou a vida à saúde pública, tendo como principal foco o combate a mortalidade infantil, desnutrição e a violência contra as crianças, criando uma metodologia própria para os tratamentos preventivos. Incansável, Zilda faleceu em 2010 enquanto estava em missão no Haiti. Naquele ano o país caribenho sofreu com um dos terremotos mais fortes de sua história que vitimou mais de 300 mil vidas.

Nísia Floresta:

Nascida em 1810, em uma família de latifundiários de Pernambuco, Nísia Floresta foi educada em um convento e desde cedo era fluente em francês e italiano. Obrigada a se casar aos 13 anos de idade, logo se separou de seu marido, o que na época era um fato raro e malvisto. Esse último aspecto foi reforçado, quando fundou no Rio de Janeiro um colégio para moças que fugia do padrão, ensinando línguas, história e matemática para suas alunas.

Uma das pioneiras na defesa da igualdade e independência das mulheres, Nísia escrevia artigos em jornais de grande circulação afirmando que a pretensa superioridade masculina era apenas física. Nísia Floresta foi a primeira mulher brasileira a publicar um livro. O título? “Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens”. Além do feminismo, Nísia era abolicionista e republicana.

Pagu:

O movimento modernista do início do século XX foi um dos momentos mais vibrantes da arte brasileira. Um de seus grandes nomes foi Patrícia Rehder Galvão, a Pagu. Questionadora desde cedo, aos 14 anos realizou um aborto e questionava a sociedade sobre o direito da mulher decidir sobre quando ter filhos. No início da década de 1930 se aproximou do casal símbolo do modernismo, Oswald de Andrade e Tarsilla do Amaral, durante o Movimento Antropofágico, protagonizando um escândalo a época ao se casar grávida com Oswald logo após sua separação de Tarsilla. Junto com Oswald, começou a militar no Partido Comunista Brasileiro e foi uma das protagonistas de uma greve dos estivadores do porto de Santos em 1931.

Sua militância a levou a prisão em 1935, onde foi torturada e mantida presa por 2 anos até ser libertada. Ao todo Pagu tinha 23 ordens de prisão em sua ficha criminal. Além do ativismo a importância de Pagu se encontra por suas firmes posições a favor da mulher pobre e operária, criticando com veemência o conservadorismo entre as mulheres.

Bertha Luz:

Nascida em uma família abastada do Rio de Janeiro em 1894, Bertha Luz estudou na Faculdade de Ciências na universidade de Sorbonne, Paris, onde teve contato com ideias feministas. Foi a segunda mulher a prestar concurso público no Brasil, tendo sua inscrição aceita apenas após uma intensa batalha judicial. Valeu a pena. Bertha Luz foi aprovada como secretária do Museu Nacional, instituição da qual viria a se tornar diretora.

Em sua trajetória, fundou a Liga Pela Emancipação Intelectual das Mulheres e participa da Associação Brasileira de Educação, defendendo a educação pública, laica e mista, bem com o ensino médio para todos.

Bertha Participou da campanha pelo voto feminino, se candidatando a prefeita da cidade de Alzira Soriano Teixeira, no Rio Grande do Norte. Em 1935 é eleita suplente de deputada, assumindo o cargo no ano seguinte. A primeira mulher do legislativo brasileiro teve seu mandato interrompido com o golpe de estado de 1937.

Ufa! Quantas mulheres incríveis! Temos certeza que dá para aumentar essa lista ainda mais. Conta pra gente que mulher brasileira te inspira!

Até logo!

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