O sono do bebê, um desafio para as mães

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Quando o bebê nasce muita coisa muda na vida da mulher. E não estamos falando daquele suposto amor incondicional que invadiria a todas, mas da rotina, que vira de cabeça para baixo, muitas vezes para sempre. Acho que todas aquelas que já foram mães vão concordar que entre os aspectos com maior impacto e mudanças está o sono. Quando se tem um filho, dormir profundamente torna-se um luxo por meses ou anos. E não é só por causa dos choros. A preocupação constante impede um descanso de verdade, daqueles revigorantes.

Hoje já sabemos que a boa qualidade do sono é essencial para nosso bem estar e saúde. Dormir mal altera o metabolismo, a produção de hormônios e até nossos hábitos alimentares, além de afetar nossa saúde mental, mas não “só” isso. Estudos já relacionam a má qualidade do sono com o desenvolvimento do Alzheimer. Ou seja, se você sofre com insônia, é importante procurar ajuda especializada. O sono é super importante para nós, contudo, ele é ainda mais importante para o bebê, cumprindo papel fundamental nessa fase da vida. O sono ajuda no desenvolvimento intelectual e é nesse período de descanso em que os hormônios de crescimento são liberados. Para os bebês dormir é tão significativo quanto à higiene e alimentação.

Entendendo o sono do bebê

Quando o bebê chega ao nosso mundo, ele vem de um lugar em que a noção de dia e noite não existem. Esse é o primeiro aspecto que precisamos ter clareza enquanto mães para não surtarmos com as diferenças do sono dos nossos filhos. A realidade é que é incabível o desejo de que os recém-nascidos logo se adequem a nossa rotina. O segundo ponto é que ao contrário do que acontece nos adultos, o sono do bebê é polifásico, ou seja, mais curto que o nosso, além de ser menos profundo. É por isso que seu filho dorme e acorda durante o dia e a noite e desperta com maior facilidade diante de barulhos. Por fim, mas não menos relevante, outra diferença que merece ser destacada é o tempo dedicado ao sono. Se quando adultos precisamos dormir 8 horas por dia, ficando 16 horas acordados, para os bebês acontece o contrário: 16 horas por dia dormindo, para 8 horas acordados.

Essa é uma diferença importante e que precisa ser levada em conta. Isso porque nessa fase da vida o sono tem um papel crucial no desenvolvimento cerebral. É no período em que o pequeno está dormindo que o cérebro processa as experiências vividas. É comum encontrar quem acredite que a soneca da tarde prejudica a qualidade do sono da noite, procurando manter o bebê acordado o máximo de tempo possível durante o dia. Mas como é percebemos nos dados aqui informados, o melhor é não tomar essa atitude, permitindo que seu filho durma livremente ao longo do dia.

Para as mães – e também deveria ser para os pais - os meses iniciais são muito difíceis com relação ao sono. É preciso lidar com essa forma de dormir dos pequenos, ao mesmo tempo em que se inicia a construção de hábitos para ciclos de sono mais longos. Nessa missão, algumas dicas podem te ajudar.

"Dicas" para lidar com o sono do bebê

Antes de começar, uma consideração: eu que sei que esse é um assunto polêmico, principalmente porque a verdade é que cada mãe e cada criança são únicas. Isso significa que não existe uma regra fixa a ser seguida, como uma receita de bolo. Vale ressaltar que as dicas que apresento aqui são baseadas em minha experiência e na recomendação de especialistas. Algumas práticas parecem funcionar muito bem de forma geral.

Não tenho qualquer intenção de ensinar ninguém a ser mãe, tampouco me acho melhor do que ninguém na educação dos filhos. Meu objetivo aqui é tentar ajudar aquelas mulheres que estão tendo dificuldade com o sono de seus filhos e a procura de alguma ajuda. Dito isso, vamos começar!

1/ Você não precisa deixar o bebê chorando:

O cansaço – e irritação, e mau humor, e desespero – provocado pela privação do sono, pode empurrar os pais para métodos de treinamentos de sono que recomendam que se deixe o bebê chorando ou se atrase a assistência, o que não é nada confortável, nem para a mãe, nem para o recém-nascido. Lembre-se que nos primeiros três meses os bebês têm uma relação quase simbiótica com a mãe, sendo que nenhuma intervenção no sono nessa fase é recomendada. Ninar, dormir no peito, embalar no sling e utilizar sacos de dormir são soluções recomendadas.

Quando seu filho alcançar os cinco meses aí sim é possível iniciar os estímulos para a independência da criança, mas sem mudanças bruscas. Quando ele chorar durante o sono, investigue e resolva a causa com calma, conforte o bebê e o coloque para dormir novamente.

2/ Evite usar o peito e colo como gatilhos para o sono:

Esse é um assunto polêmico, mas segundo pediatras, utilizar o mamar e o colo para fazer o bebê dormir novamente pode levar a dependência dessas atitudes para adormecer. Isso significa que quando ele acordar de noite – e isso vai acontecer– precisará desses estímulos para voltar ao sono, tornando o processo mais cansativo para todos.

Uma alternativa é oferecer o peito ou o colo, mas colocar o filho no berço antes dele adormecer. Outra dica é trocar o colo pela presença física, utilizando o toque e a voz para confortar o pequeno.

3/ Estabeleça uma rotina:

Vou confessar: essa foi a atitude que mais gerou resultados aqui em casa e ao que parece é daquelas dicas que funcionam para muita gente, uma vez que você encontra uma série de especialistas e pediatras que a recomendam. A criação de uma rotina é muito importante. Ela ajuda a criar um hábito e preparar a criança para quando ela conseguir ter ciclos de sonos mais longos. Claro, cada casa é uma casa, por isso adeque a rotina de acordo com a sua necessidade.

Algumas ações que ajudam muito nesses casos são estabelecer e cumprir horários e criar um ritual que inclua: jantar; dar um banho quentinho; diminuir as luzes e os barulhos da casa; fazer massagens; cantar e/ou contar histórias; oferecer chá de camomila a partir dos seis meses e fazer brincadeiras com pouca movimentação e muita proximidade.

4/ Fuja das telas a noite:

Olha, talvez o ideal fosse evitar as telas mesmo durante o dia, mas no mundo de hoje parece ser impossível fugir delas. Sendo assim, o melhor evitar utilizá-las quando estiver chegando a hora de dormir. As luzes artificiais emitidas pela tv, computadores, tablets e celulares, atrapalham a produção de melatonina, o hormônio indutor do sono. Além disso, o conteúdo assistido também pode provocar pesadelos ou estimular as crianças, dificultando o relaxamento.

Ah! Embora aqui as dicas sejam para o sono do bebê, essa aqui vale para o seu também, viu? Troque o celular, a tv e o Netflix na cama por um bom livro, músicas calmas e relaxantes ou mesmo uma conversa tranquila – tranquila, nada de falar sobre problemas do dia a dia - com seu companheiro(a).

5/ Tenha o auxílio de naninhas e sacos de dormir:

As naninhas e os sacos de dormir são grandes aliados dos pais para garantir sonos tranquilos para os bebês. Os acessórios ajudam o pequeno a relaxar, oferecendo conforto e segurança no momento de dormir. No Studio Pipoca contamos com naninhas e sacos de dormir para bebês produzidos com nossos tecidos exclusivos que garantem uma maciez incrível sem riscos de alergias para as peles sensíveis dos bebês, além de pijamas super confortáveis e fofos para que seu filho tenha uma noite de sono incrível!

Os sacos de dormir para bebês ainda não são tão comuns no Brasil, mas vem conquistando as mães pelo conforto e segurança que é capaz de oferecer ao sono dos pequenos. O saco de dormir permite cobrir seu filho deixando o rosto livre para que ele possa respirar sem riscos de obstruções. Além disso, a peça cria uma espécie de “casulo” que o deixa mais seguro e confortável, contribuindo com a melhora da qualidade do sono! As naninhas são grandes aliados para acalmar, transmitir segurança e confiança, ajudando a melhorar a hora de dormir também. 

Lembre-se: por mais difícil que sejam os primeiros meses – talvez anos – em algum momento essa fase vai passar e você vai voltar a ter um sono profundo e revigorante. Fique calma, não se desespere e se for necessário não tenha receio de procurar ajuda – isso não faz de você uma mãe pior, pelo contrário, mostra está disposta a fazer o melhor por você e para os seus.

Conte com a gente nessa!

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